Segunda-feira, 1 de Outubro de 2007

MEMÓRIAS VERDADEIRAS SEMPRE PRESENTES...

Amigos!!!

Tenho de confessar que fiquei bastante sensibilizado com o comentário do amigo "Pedro" ele trouxe-nos à memória "estórias" muito verdadeiras. Que bom...

Como responsável deste blog e penso que o "Pedro" não se vai chatear por isso, assumi passar o seu comentário para 1º plano neste post de forma a estar mais visível e assim mais fácil de consultar.

Um grande abraço

Zimbro

 

Então aqui vai:

 

De Pedro a 30 de Setembro de 2007 às 18:51
O Mundo, o tempo em que vivemos avança a uma velocidade vertiginosa que não nos dá tempo sequer para nos apercebermos de como ele realmente passa.
Penso que por vezes é importante parar e meditar em como ele passou, especialmente e também na nossa juventude que tão abruptamente fugiu.
Hoje é uma tarde de domingo e tirei um pouco desse tempo que nos foge para comunicar convosco. Antes de mais e acima de tudo Obrigado
Obrigado por serem meus amigos por fazerem parte da minha juventude, tal como quase todos nós à 25 anos tínhamos quase os nossos 20 anos. Mas ainda muito antes disso após o nosso nascimento naquela aldeia rodeada de serras e vales, onde a vida (como em muitas outras) era tão difícil, nós fomos crescendo e começamos na nossa 1ª aventura com o aparecimento da nossa escola, sediada nos Envendos, onde para lá chegar tínhamos de percorrer a pé 6 Km. Lembram-se?
E como nos haveremos de esquecer de tamanho aventureirismo, com 6 anos carregados de livros e almoço começamos a avançar naquelas manhãs de Inverno chuvosas e friorentas, onde a noite ainda era uma constante até quase meio caminho e que para podermos caminhar por aquilo a que chamávamos caminho tínhamos que ter a companhia de um adulto, com a sua lanterna que para alem de nos iluminar tinha a tarefa de nos passar no pontão onde a água teimava em molhar os nossos pezinhos porque tínhamos de saltar de pedra em pedra e quando alguma se voltava nos obrigava a tê-los todo o dia molhados.
Quem não se lembra das tardes de sábado quando das idas e vindas da catequese e do inesquecível Sacrifício nos Magaredos,
Fomos crescendo
Demos (alguns, talvez maioria) as primeiras pedaladas numa bicicleta de um amigo, sem pneus e travões onde começávamos junto ao portão da casa e íamos ter depois de darmos uma curva apertada e evitarmos com arrogado equilibrismo a pocilga dos porcos à porta da “aloja”.
No tempo da apanha da azeitona estivesse bom tempo ou chuva a ida era quando se começava a ver e a vinda já era de escuro.
Reuníamo-nos impreterivelmente no fim de cada dia após o trabalho no pial do Ti Ernesto, aí eram contados por todos nós os nossos “feitos” as nossas “conquistas”, e aí se delineava qual o local para onde ir no sábado seguinte.
Quem não se lembra

A Ida às melancias, a saruga do Firmino, e do seu acelerar na Horta Nova e no baile das Matas do espor….Samporro
Tu ó Firmino Gonçalves, Isabel, Ilda Luís Martins, Firmino ,Manuel, Abílio, José António, Helena António Luís, Suzete, António Gueifão, Lenita, Maria Adilia, Luís Nuno Aníbal Francisco, Jorge Mendes, Zé Carlos, João Luís, Manuel Louro, Fernanda Claro, Elvira, Vera, Luís António, Carlos Gonçalves, Manuel Mendes, Mário Claro, Adelino Claro, Fernando, Jalziza, Deolinda, Luís Manuel, Manuel “Castelbranco” .

Tantas, tantas lembranças perduram na nossa memória, onde a mais linda a mais importante era a nossa amizade, quando nos deslocávamos, o grupo que formava-mos.
Era lindo, agradável de se ver ao ponto de essa união ser comentado como referencia.

Foi a partir dessa amizade dessa união que conseguimos o que outros não conseguiram ou conseguirão.
Pois conseguimos desde já há vários anos um encontro anual onde para além de nos rever-mos, juntamos as nossas famílias, comemos, bebemos, confraternizamos. E isso nos dias de hoje meus amigos é muito importante não gostaria de ver isto a murchar, a dar menos importância ao facto, gostando que este desabafo seja um grito de alerta e um recordar da base dessa amizade, para que sejamos fortes não nos deixando cair na tentação do individualismo, pois como alguém dizia:.
“ É tocante perceber como o ser humano colocado perante o verdadeiro significado da vida abandona bandeiras e diferenças e se reconhece pequeno de mais para viver só.”


Um AMIGO

 

 


publicado por Zimbro às 19:06
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2 comentários:
De Pedro a 7 de Outubro de 2007 às 18:40
Ao inventor deste blog as minhas sinceras felicitações.
Antes de mais e acima de tudo pelo que só este acto (de a sua criação) é uma demonstração genuina de que a sua terra ( ZIMBREIRA ) a sua origem, é para si motivo de orgulho continuando em si presente, sendo também porventura um “alerta” para alguém que o ouse esquecer.

A todos aqueles que aí demos os primeiros passos, nos sujando de lama quando caíamos, a todos os que para estudarem tinham que o fazer á luz de uma candeia de azeite ou candeeiro a petróleo a todos os que depois de tantos sacrifícios passados através de uma juventude que foi, A TODOS NÒS que se encontramos agora preparados para as várias adversidades da vida:.

-Poderemos fazer algo mais na e pela NOSSA TERRA
Gostaria, em tempo, de vos lançar um desafio (entretanto adormecido).

UM AMIGO

P:S. Participa neste espaço, depois de devidamente divulgado poderá ser um óptimo local encontro de todos nós.


De Pedro a 13 de Outubro de 2007 às 23:40
Não envelhecemos... Amadurecemos

Em frente ao espelho passo a vida a limpo. Vejo claramente que nada mais é como antes, analiso o rosto cansado, as rugas que se vão formando, marcas das preocupações… Os olhos de olhar distante, sempre a olhar em direcção do horizonte, à espera do que sabe e que um dia virá.

Traços de grandes saudades. Saudades do tempo que passou e que fez questão de levar a vivacidade da juventude. A felicidade tão sonhada.
Será que envelheci?

Fixando o olhar no espelho vejo, o que está explícito na imagem cansada, as minhas lembranças me levam para além da imaginação, ultrapasso os espaços, e vou em direcção de um tempo, que embora distante, ficou gravado nas minhas recordações.

Vejo claramente e ainda a minha imagem de menino. Um sorriso tão lindo! Trazendo na sua transparência os momentos de felicidade. Foram, talvez “ não muitos” mas tão intensos, que estarão por todas as eternidades, presentes nas minhas lembranças.
Sentir saudade.
Volto ao espelho e encontro-me, é uma realidade um pouco diferente. Vejo que embora me encontre um pouco cansado, eu ainda conservo traços da juventude.
Querendo rever o livro da vida, encontrando as imagens reais do que fomos, do que não somos e do que seremos.

Percebo então, que não envelheci.
Um Amigo.


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