Segunda-feira, 26 de Novembro de 2007

O lago, vulgo BARRAGEM DA PRACANA.

De Pedro a 25 de Novembro de 2007 às 23:47
O lago, vulgo BARRAGEM DA PRACANA.

Há muito, muito tempo, éramos nós umas crianças (outros José Cid ) e na fase seguinte, já uns meninos que começavam a passar com a gilete pela cara, tivemos que partir á procura não do metal precioso mas daquilo com que se compra as…ou os….(naquela altura os escudos).
Também para a nossa e um pouco a dos nossos ,”sobrevivência,” (a maioria de nós) fomos trabalhar para a prospecção e limpeza, com vista á manutenção do lago artificial que nos banha, limpando suas paredes, auxiliando na perfuração de seus muros e limpando a terra imune que se juntava junto ás paredes colossais que a sustentam, as quais se denominam “Contrafortes”, naquela que por nós e talvez sem nenhuma veleidade poderemos argumentar que, “ e essencialmente por nós” é conhecida como a .BARRAGEM DA PRACANA.

Sendo de salientar diversas proezas ali conseguidas por jovens trabalhadores que para além de pretenderem ganhar os cobres tinham igualmente a pretensão de, embora limitados, se divertirem um pouco, dado a fase da sua vida, dos quais ainda me vem á memória dois ou três exemplos de como por vezes , o ser jovem , e o ter de ser trabalhador não se enquadravam muito bem, levando a que determinados progenitores tentavam com alguma astúcia enganar o seu “pastor” ( o Ti Adelino).

Lembro-me que nos espaços a limpar entre os contrafortes, eram colocados pelo então encarregado acima referenciado equipas de dois elementos, não podendo eu, “fazer grande coisa”, em virtude de me ter calhado um adulto e como sabem a margem de manobra é curta mas estou a lembrar-me de uma equipa formada pelo Sr. Gueifão e pelo Sr. Justo Gardete (transconcelhia) e talvez por isso indo buscar conhecimentos aos dois concelhos conseguiram enganar durante muito tempo o ti Adelino , consistindo o seu árduo trabalho de enquanto um dormia o outro com uma pedoa batia numa chapa que ali existia o encarregado ao ouvir o barulho na chapa lá pensava estes estão a trabalhar e nem é preciso ali entrar para me certificar ( acontecendo ainda durante muito tempo) até que um dia o referido senhor deu-se ao trabalho de entrar no espaço e para seu espanto constatou o facto, o qual foi muito comentado e invejado por nós, dado que enquanto os outros tinham de trabalhar “ á bruta “ aqueles dois conseguiam se encontrar sempre fresquinhos e até aí muito bem vistos, bons trabalhadores, ora lá.
Lembro-me igualmente do outro Justo (também de Gardete) um menino estudante (na altura) penso que de famílias não abastadas mas bem remediadas , teve o sonho de um dia vir para ali trabalhar, sua pele muito branca e suas mãos desprovidas de calos eis que, na altura do rapaz ter a ingrata missão de ser ele a andar com o carro de mão, seus colegas “maliciosos” o encheram de cagulo pondo-lhe uma pedra á frente da roda, eis que, quando lhe foi dada a ordem para arrancar, bem se firmou,bem se esticou, mas o carro não saía dali, perante a gargalhada geral , pelo facto do rapaz não conseguir movimentar o veículo que conduzia, teve o mesmo a ideia de manda-lo juntamente com a carga por aquela ribanceira abaixo…tunca cacatunca , e nunca mais parava.
Ainda parece que estou a ver o encarregado junto dos operadores a indaga-los no sentido de ser esclarecido do que se realmente se passou e o Justo coitado argumentando que alguém o tinha tramado.
E desta não mais me poderei esquecer:
A recordação e que nele daria para que se naquele tempo houvesse, ou fosse por nós conhecido, celebre livro, (Guinness Word Records) ali figuraríamos concerteza alguns de nós por factos ali passados e que de todo não seriam de fácil superar:- estou-me a referir como alguns de vós sabeis á monumental cagad… do Sr. Luís Porrete, na qual demorou 4( sim quatro) horas naquele túnel que servia de descarga em horas aflitivas á referida barragem e que pelo tempo aí despendido também para além de alivio serviu para o referido Senhor se debruçar sobre o verdadeiro problema do andar ali a trabalhar , em vez de nós andar-mos todos a divertir e sobretudo além da azafama , também a temperatura escaldante que se fazia sentir na época. Outros, já anteriormente tinham chamado a si … mas nada como o Senhor acima referido, o qual “rebentou” com todos os tempos até ali conseguidos, deixando-nos nós zimbreirenses ...
(talvez a maioria ali trabalhadora) bater por um homem do Vilar da Lapa que penso e passados estes anos todos ainda seja detentor do referido record , sendo que na nossa comunidade também havia homens com geito, mas lá nos deixámos ultrapassar por aquele gigante da época.
Recordar faz parte das nossas vidas.
Até sempre.
UM AMIGO


publicado por Zimbro às 19:36
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1 comentário:
De Zimbro a 26 de Novembro de 2007 às 19:51
Pedro, só acrescento a célebre frase do protagonista do carro de mão " O clima de trabalho que aqui se vive é péssimo"...

Um abraço


Ps. Para os curiosos que pretendem saber que é o "Pedro" acho que este post leva-os quase lá..


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